terça-feira, 14 de agosto de 2012

Como usar um creme até ao fim - guia passo-a-passo

É assim o aspecto final de uma embalagem de creme que sai da minha casa-de-banho, quando não é possível chegar ao seu interior:
E eis como tudo acontece...

Materiais necessários:
- 1 embalagem de creme que já não tem nada (aparentemente)
- 1 tesoura (para cortar a embalagem)
- talvez um bocadinho de papel para limpar a tesoura no fim (eu limpo com o dedo)

Procedimento:
- Pegar na embalagem e só depois pegar na tesoura (caso contrário não resulta)
- Aplicar alguma força com o bico da tesoura na embalagem, até obter um furo irregular
- Cortar a embalagem com a tesoura a partir do furo
- Ter em atenção para não cortar os dedos em vez da embalagem
- Com um dedo, raspar o interior da embalagem
- Com esse mesmo dedo, esfregar o creme no corpo, preferencialmente numa zona mais seca

Nível de dificuldade: Muito baixo

Nível de perigosidade: Moderado (principalmente se se decidir limpar a tesoura com o dedo)

Tempo exigido: 5min (inclui o tempo para usar o restinho de creme que se encontra na superfície interna da embalagem)

Já utilizo este método há imenso tempo e não tenho queixas. É mais uma coisa que eu aconselho, uma vez que pagamos para ter os nossos cremes, os materiais foram gastos na sua produção... Então mais vale usar os cremes todos, literalmente até ao fim!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vamos brincar às quintas?


O que acontece quando se entra de férias e se deseja brincar às quintas, aos agricultores e tratadores de animais?

Eu sei!

Para além de ter a praia em 2º plano? Algumas dores nas pernas, bronze mais acentuado nos braços e pescoço, uns primórdios de calos nas mãos, necessidade de escovar as unhas das mãos mais vezes... Mas nada disto parece importante quando no fim da minha manhã na quinta dou uma folha da couve-brócolo a uma cabra e ela mastiga fazendo aquele barulho que num humano seria irritante “nhom-nhom-nhom”, ou quando no meio de várias tentativas de me morder a mão na brincadeira, o cavalo me deixa encostar a cabeça a si. Já para não falar que estou a acompanhar o crescimento de dois coelhinhos, que se pareciam com ratos feios e agora já estão a ganhar pêlo. E o crescimento dos pintainhos. E o desenvolvimento dos pepinos, que há um mês eram umas plântulas e agora já dão fruto.

Estou a fazer voluntariado na Quinta Pedagógica dos Olivais desde o início de Julho, para aproveitar de alguma forma boa as minhas férias inacabáveis. Saio do meu ambiente natural, que é o citadino, e entro num ambiente onde se ouvem os pássaros e cheira a esterco e há árvores. Para muitos, fazer o que eu estou a fazer, que é arrancar ervas daninhas, folhas mortas das couves, colher legumes, apanhar os cocós dos cães, limpar as casinhas dos coelhos e dos pássaros, seria um desperdício de tempo (já para não falar que não é remunerado monetariamente). Aos outros como a mim, a quem a quinta suscite algum interesse, eu aconselho.



http://quintapedagogica.cm-lisboa.pt/


sábado, 23 de junho de 2012

Bolo de aveia aos trambolhões

Nesta minha caminhada rumo à não dependência de chocolates e derivados, decidi fazer um bolo de aveia. Normalmente faço bolo de chocolate ou bolo sem chocolate, e fico-me por aí. Mas é na época de exames que se experimentam coisas novas, e foi ontem!
Isto porque vinha uma receita deste bolo numa embalagem de flocos de aveia que comprei, da marca Jerónimos. Cá está ela:

"Bolo da Cláudia
Ingredientes
200g de margarina
150g de açúcar
200gr de farinha
250gr de flocos de aveia
1/2 colher de sopa de fermento
compota qb
1/2 chávena de chá de leite
1/2 chávena de chá de água

Preparação
Misture todos os ingredientes, excepto os flocos, desfazendo a margarina por forma a que o preparado fique arenoso. Junte os flocos de aveia. Coloque metade do preparado numa forma de abrir não untada, com a ajuda de uma colher. Cubra com uma camada de compota e, por cima desta, deite o resto do preparado. Regue o bolo com uma mistura em partes iguais de leite e água (uma chávena grande de chá). Leve a cozer no forno à temperatura mínima, durante cerca de 50 minutos."

Esta linguagem, estas medidas e números, deviam ser mais explícitos porque causam imensa confusão às pessoas, principalmente a mim.

Problema nº1: Misturar todos os ingredientes significa misturar apenas margarina, açúcar e farinha e depois quando se junta a aveia, a massa é uma coisa seca que mete medo. Tive de vir pesquisar no google para ver se era suposto a massa ficar assim, e é!

Problema nº2: Não tenho uma forma de abrir grande! Se calhar foi por isso que aconteceu aquilo...

Problema nº3: O que é temperatura mínima do forno? Para mim é o primeiro valor que aparece!!! 50º! Mas não deve ser a mesma para eles, porque o meu bolo teve de cozer no forno umas 2h (sim, passado a primeira hora pus o forno a uma temperatura de cerca de 130º, que no MEU forno é uma temperatura média). Vá-se lá perceber a linguagem deles...

Problema nº4: Tirar o bolo da forma (porque esta não era de abrir e não untei...) > metade do bolo na forma!

E eis o bolo da Cláudia da Inês que veio quase aos trambolhões:

Cada dia na cozinha é uma aventura, mas o que conta não é o aspecto final, mas sim o sabor. E quem o provou, quis mais ;)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Vai passear o cão!

Agora aqui por Almada há muitos locais onde se pode obter um saco para "apanhar o dejecto do seu cão".
As pessoas quiseram ter cães em casa, passeiam-nos diariamente pela rua e resultado: cocós de cão por todo o lado! E vieram as autarquias dizer que os cocós têm de ser apanhados, porque ninguém gosta de andar na rua a pisá-los.
Realmente não é muito fixe, seria se de facto aquele mito de que pisar cocó dá dinheiro. Eu já pisei alguns presentes e nenhum me trouxe dinheiro. Tenho quase a certeza que isso não é verdade...

No fim-de-semana passado fiz dogsitting! Não foi a minha primeira vez, mas foi a primeira vez nesta Era de apanhar os dejectos (se calhar sempre houve esta mania e passou-me completamente ao lado, como não tenho cão).
E então na primeira tarde em que fui com a Mimosa à rua, já estava eu toda alegre e a babar-me por estar a passear ao ar livre, lembrei-me que não tinha saco. E ela fez cocó mesmo ali no meio do caminho pedonal do parque! O que será que eu fiz? Como estamos em época de exames:

De entre as opções, escolhe a que estiver mais correcta (não desconta, mas se acertares também não ganhas nada). O que é que eu fiz?
a) Eu não fiz nada, quem fez foi a Mimosa, juro!
b) Deixei o cocó da Mimosa lá naquele sítio, não sou mãe de ninguém.
c) Imitei o Stifler, em "American Pie - O Casamento".
d) Fui buscar um saco de plástico para apanhar o cocó.
e) Arranquei umas folhinhas de uma árvore, está-se mesmo a ver para quê.

Desculpa árvore!

O que pesará mais no Ambiente?

Acho que folhas de árvore podem ser uma boa alternativa aos sacos de plástico diários. E se forem folhas já caídas no chão melhor ainda, como disse a minha mãe.
Agora, como incentivar as pessoas que já estão habituadas ao saco? Deixando de disponibilizar sacos? Plantam-se árvores nos locais onde iam buscar os sacos?
Este método também depende do tipo de dejecto.
Estou a dever tantas horas à cama...